“Não posso, só tenho comboio às..”

 

Transportes 

Muita gente usa estes pequenos e grandes cubículos cujo o único propósito é levar-nos a onde precisamos de ir, no entanto isto em vez de ser algo que nos dê a mínima liberdade, é algo que nos limita.

Falando na minha experiência, o comboio é o principal factor decisivo, visto só ter de 30 em 30 minutos. Todos os outros consequentemente dependem destes 30 minutos. Mas ao menos este, não falha! O que me tem falhado, mais que as notas de 500€, tem sido o metropolitano de Lisboa que devia de ser um transporte público, rápido, fiável e com grande alcance. Eu sei, eu sei, isto é um problemas de primeiro mundo, mas e se eu vos disser que o metro também é uma selva? Todos os dias milhares de pessoas recorrem aqueles túneis na esperança de chegar a horas a onde teem de ir, e no entanto não existe um pingo de humanidade nessas pessoas. Parece que assim que passam a cancela, o primata que há em todos nós toma controlo, e o que se segue, raramente é bonito.

O meu problema favorito é quando alguns destes “primatas”, decidem ficar a frente do comboio e não se desviam para quem quer sair, chegando mesmo a entrar, alheios de que se facilitassem, a malta saia mais depressa. Mas estes as vezes aprendem lições, porque dentro dos comboios também não é só santinhos, como por exemplo eu. Um dia deu-me para ser um trator humano e varrer alguns destes primatas da plataforma, chegando inclusive a placar alguns ao chão tal e qual um jogador profissional de futebol americano(desculpem não resisti), soltando assim os meus irmãos aprisionados no comboio que clamaram pela minha vitória e me nomearam o seu rei. Não me sinto bem ao ter de fazer este tipo de coisas, e depois claro oiço alguns comentários da parte dos “primatas” que estavam a frente do comboio que vão desde “besta” a “este gajo faz sempre a mesma coisa, chamem a polícia por favor”. Mas o que se há de fazer? Enquanto as pessoas insistirem em ficarem a frente das portas do metro vai sempre haver “tratores humanos” como eu e tantos outros que também só querem continuar com as suas vidinhas para outro transporte ou sitio.

Falei-vos até agora de um tipo de utilizadores do metro, ao qual acabei de me encontrar no metropolitano, e me deu vontade de escrever. No entanto não fiquem a pensar que alguém se aleijou, muito. Para além de uns egos feridos e umas fraturas expostas, normalmente estas coisas até se resolvem bem depois da malta se levantar do chão.

Foi apenas mais um dia no metro e prometo que irei falar mais sobre esta selva urbana e os seus “primatas”, mas por agora tenho de ficar por aqui, porque a Sra.Saltos quer que eu estude, muito.

~Sr.Ténis

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